Resumo
Objetivo: Examinar criticamente o comportamento das funções MODE, MODE.SNGL e MODE.MULT do Excel 365 diante de conjuntos de dados amodais, unimodais e polimodais, analisando o descompasso entre a definição estatística de moda e sua implementação computacional em uma ferramenta amplamente utilizada no ensino.
Metodologia: Realizou-se um estudo qualitativo de natureza analítico-conceitual, baseado em três procedimentos complementares: análise documental das funções estatísticas do Excel, experimentação computacional com dez conjuntos de dados simulados e análise comparativa com respostas produzidas pelo Copilot. Como contraponto técnico, desenvolveu-se também uma função personalizada em VBA para identificação explícita de diferentes tipos de moda.
Resultados: Os testes evidenciaram que o Excel não reconhece explicitamente a amodalidade, retornando o erro #N/A, e apresenta limitações na representação de empates de frequência máxima, especialmente quando depende da expansão automática de células na função MODE.MULT. Em contraste, o Copilot identifica corretamente situações polimodais e explicita o raciocínio estatístico envolvido. A função desenvolvida em VBA demonstrou que é tecnicamente viável alinhar a implementação computacional à definição estatística formal.
Conclusões: Os resultados indicam que decisões de implementação presentes em ferramentas digitais podem produzir tensões conceituais no ensino de estatística quando seus resultados são interpretados como equivalentes às definições matemáticas. A análise reforça a necessidade de uso crítico de tecnologias computacionais em contextos educacionais e destaca a importância de explicitar os pressupostos conceituais que orientam a mediação tecnológica do conhecimento estatístico.
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